XXI aniversário do Rádio Clube de Monsanto

Fazer anos é difícil!

 

Mensagem do Director da RCM
Dr. Joaquim Fonseca

 

A Rádio Clube de Monsanto completa neste 14 de Agosto o seu 21.º Aniversário ao serviço do regionalismo. Nos dias que correm e mais concretamente, nestas terras da Beira Baixa é muito complicado a uma Rádio dita local sobreviver. Muitas críticas e louvores. Com frontalidade, arrostamos com algumas más vontades e indisponibilidades porque, nem sempre, a quem informa, é possível agradar nem satisfazer exigências egocêntricas de quem detém o poder.
Não tem sido nada fácil !... As dificuldades, todavia, agravam-se de dia para dia. Como as criadas à comunicação social pelo próprio Governo, com o lançamento de pesadas taxas e normas penalizadoras. Depois, as que são próprias duma situação económica difícil, do país e da região, que resultaram na redução drástica da publicidade comercial e a morosidade na sua cobrança. Os impostos nas empresas de comunicação social são iguais às demais pelo que, também aqui, a máquina governativa nos asfixia.
Já passaram 21 anos...
Foram tempos de muita persistência, abnegação, coragem e sacrifício para manter no ar esta voz independente, numa luta balizada pela defesa intransigente deste interior profundo e abandonado.
A RCM caminhou sempre indiferente às pressões dos grupos económicos, políticos e religiosos. Os ídolos de pés de barro entendem que as pessoas só pensam, dizem e agem para ganhar protagonismo. Todavia, por muito incómodo que seja para esses senhores, não é assim. As pessoas e as instituições, como a RCM, pensam, dizem o que pensam e têm, felizmente, o direito de o fazer. O RCM não é uma caixa de ressonância de caciquismos e anacronismos inúteis, instalados à revelia de uma opinião pública democrática.
A vida é feita das nossas atitudes. Os homens valem pelo que fazem e pelo que são, e não pelo que têm ou pela posição efémera que ocupam nos cargos públicos ou privados.
A RCM tem, desde a primeira hora, um projecto regionalista, claramente apoiado por milhares e milhares de ouvintes, na certeza de que o seu microfone não é a voz do dono, de qualquer dono. Esta Rádio tem o preço da liberdade e da isenção.
Não conhecemos outra forma de fazer Rádio e, por isso, não somos um boletim municipal nem veículo de propaganda política.
A RCM reafirma, sem qualquer medo e pelas vezes que for preciso, que sempre estará na primeira linha, conjuntamente com todos que estejam seriamente apostados na criação das mais valias necessárias para salvaguardar o futuro da nossa terra e da nossa região.
Quem poderá contestar e ter medo desta nossa postura? De que alguém mostre fazer mais e melhor sem dependências ou sem pedir favores e fazer vénias? Medo de não poderem controlar e comprar organismos, associações, clubes desportivos, através da concessão de subsídios e donativos com o dinheiro dos cidadãos?
A essência de uma estação emissora radiofónica é delimitada por alguns parâmetros: informar, recrear, formar e no caso das rádios regionais, motivar os ouvintes para a região, seus valores patrimoniais, cultural e sócio-económico e, de forma mais lata no caso português, para os valores que cimentam a nossa identidade como nação.
O grande triunfo da RCM é a cultura da Portugalidade e difusão dos seus valores mais intrínsecos. Vinga a música portuguesa, aquela que o povo, erudito ou não, entende, que canta e cantarola nas lides das campinas de Idanha, nas montanhas da Estrela, São Mamede ou Gardunha, nas olgas e chãos da Cova da Beira, dos Vales do Tejo ao Ponsul, do Zêzere ao Côa e Mondego e agora em tudo o mundo, graças à magia da Internet.
A isenção informativa foi sempre o objectivo a atingir pela RCM. Como homens, senhores de subjectividade e interpretação própria, admitimos que, por vezes o não tenhamos conseguido. Mas acreditem que tivemos tal pensamento e meta, sempre presentes...
Somos uma voz livre e independente e assim queremos continuar sempre, mesmo sabendo das muitas dificuldades financeiras e humanas que tal coerência implicará na vida do dia a dia desta Rádio oficial do concelho da Idanha, mas também de Portugal, agora escutada em todo o mundo, através da Internet.
A RCM é por mérito próprio, líder distrital de audiência e a segunda Rádio Portuguesa mais ouvida no mundo, simplesmente, porque o povo está com a sua Rádio e esta só ao povo serve. A nossa página na Internet, apresentada em Novembro de 2005, regista, nesta data, 42.126 visitantes dos cinco continentes. De todos temos recebido manifestações de muito apreço e carinho, que muito nos estimulam a continuar nesta caminhada, que já dura há vinte e um anos. O nosso sincero agradecimento também aos senhores anunciantes e ouvintes em geral, pela sua preferência e solidária amizade.
Queremos realçar que desde 1985 sempre mantivemos rigorosa independência e autonomia em relação ao poder autárquico Idanhense. É, porém, de toda a justiça salientar que, em relação ao actual executivo camarário, o relacionamento tem sido muito cordial, de estreita colaboração e dentro de parâmetros do mais absoluto respeito institucional. Por isso, hoje e aqui, deixamos uma palavra de simpatia ao senhor Engenheiro Álvaro Rocha, pela sua clarividência e postura na Presidência da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, na defesa da causa pública e pelo êxito da recente aprovação, pela UNESCO, da candidatura do Geoparque Naturtejo, de que o território da Idanha, também faz parte.
Este nosso XXI aniversário não é celebrado com festas e foguetes. Preferimos investir em muito trabalho, novos equipamentos e, assim, servir cada vez melhor o nosso vasto auditório. O sucesso da página da RCM na Internet vai ser ampliado através da sua apresentação, também, em versão inglesa, para uma maior promoção das nossas terras e gentes no espaço mundial.
Brevemente, graças à instalação de novas ferramentas tecnológicas, todos aqueles que nos sintonizam, no seu computador, poderão ter acesso às fotos dos álbuns, e, bem assim, aos nomes das músicas e dos respectivos artistas que passam na antena da RCM.
Contamos com o seu apoio para celebrarmos muitos outros aniversário ao serviço
da nossa terra e de Portugal.

A todos o nosso abraço de penhorado Bem-haja.

FESTIVAL GIACOMETTI

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Escrito por RCM em 2019-05-14 15:11:05

FESTIVAL GIACOMETTI

FESTIVAL DE HOMENAGEM A MICHEL GIACOMETTI EM FERREIRA DO ALENTEJO – 30 de Maio a 2 de Junho MÚSICA, GASTRONOMIA, ARTES & OFÍCIOS, DANÇA, ANTROPOLOGIA E CINEMA. Este evento anual, acolhe para si desafios culturais ao chamar um espectacular cartaz nacional e internacional de várias expressões contemporâneas, fazendo co-habitar tradição e atitude inovadora. O incontornável etno-musicólogo da salvaguarda da Cultura Popular Portuguesa, Michel Giacometti, oriundo da Córsega, deixou-nos um manancial de documentos fotográficos, sonoros e escritos, assim como uma extraordinária colecção de instrumentos musicais e objectos etnográficos, uma herança patrimonial determinante para o entendimento do contexto social, político e cultural do mundo português arcaico, infelizmente em desintegração.  Este homem tanto nos inspira e nos estimula na preservação da NOSSA TRADIÇÃO.   ………………………………………………………………   AS GUARDIÃS DA ARTE DE TOCAR ADUFE Dia 1 de Junho em Ferreira do Alentejo   Concerto pelas Adufeiras de Monsanto, numa interligação especial da artista Celina da Piedade, que toca também com dois grupos corais femininos de Ferreira do Alentejo e com o seu convidado especial Tim (vocalista dos Xutos e Pontapés), que invulgarmente vai tocar viola campaniça. O icónico Tim dos Xutos e Pontapés, diz estar encantado de se juntar às Adufeiras de Monsanto, tanto mais que vai ser um momento triunfal pois estarão dois grupos femininos de cante alentejano também em cima do palco.  O grupo das Adufeiras de Monsanto é reconhecido internacionalmente e faz jus às suas raízes nas tradições ancestrais da Aldeia Mais Portuguesa, uma terra rica em lendas ligadas aos rituais da Primavera.  Promovendo o extraordinário património cultural de Monsanto com os seus fatos coloridos, canções e ritmos do adufe, um instrumento feminino por excelência que trespassou contextos religiosos e teve a sua proliferação na Península Ibérica nos séculos XI e XII.  Na sua constituição actual, as Adufeiras de Monsanto, oferecem um autêntico privilégio para os que assistem às suas actuações. A não perder pelas 21:30 na PRAÇA COMENDADOR INFANTE PASSANHA EM FERREIRA DO ALENTEJO.

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FESTIVAL DA FLORES EM ALDEIA DE SANTA MARGARIDA

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Escrito por RCM em 2019-05-05 14:12:17

FESTIVAL DA FLORES EM ALDEIA DE SANTA MARGARIDA

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PÁGINAS DAS HISTÓRIA DA RÁDIO DA PORTUGALIDADE

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Escrito por RCM em 2019-05-02 19:32:20

PÁGINAS DAS HISTÓRIA DA RÁDIO DA PORTUGALIDADE

  Rádio Clube de Monsanto há 34 anos ao Serviço do Território da Idanha, no País e no Mundo. “O nosso passado é a nossa MEMÓRIA e o que a nossa MEMÓRIA não guarda nunca ocorreu ainda que tenha ocorrido”.

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FESTA DA DIVINA SANTA CRUZ EM MONSANTO

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Escrito por CMIN em 2019-04-30 14:43:54

FESTA DA DIVINA SANTA CRUZ EM MONSANTO

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CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE FERNANDO NAMORA

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Escrito por RCM em 2019-04-17 13:01:43

CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE FERNANDO NAMORA

NO CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE FERNANDO NAMORA UM TESTEMUNHO DE AFONSO ALMEIDA BRANDÃO     Na sua fase inicial de vida é sabido que ainda chegou a exercer Medicina cerca de um ano. Posteriormente, a sua veia de Escritor falou mais forte e acabaria por escrever vários Livros excepcionais que deixaria a Título Póstumo. Conheci o Fernando Namora nos inícios da Década de 80 Anos, da 2º Metade do Séc. XX.   Ele no Inverno refugiava-se na aldeia do Magoito (localidade a cerca de 10 Km. de Sintra), na Vivenda do dono da Editora das EDIÇÕES 70, para escrever. Chegava a ficar por lá 3 a 4 meses alojado. Vinha à Vila almoçar por volta das 15 horas (sempre no Café Lé) e, à noite, ficava por casa a ver TV, outras vezes a ouvir Música Clássica ou a escrever. Invariavelmente, bebia um Chá acompanhado de uma Torradas. Deitava-se, regra geral, entre as 3 e as 4 horas da madrugada.    Eu e o Eng. Eduardo Silva --- o dono das EDIÇÕES 70, à época --- cedia-lhe a sua Vivenda gratuitamente para ele escrever. Raro era o dia em que nós os três não estávamos juntos. EU vivia no Magoito com a minha ex-Mulher (e que por lá continua) e o Eduardo vinha de Lisboa ao Magoito, todos os dias, e ficava instalado na Residencial Central, do velho Nuro Gulamhussen, um comerciante de nacionalidade indiana, mas naturalizado português há muitos anos.      Estas estadias do Fernando Namora, no Inverno, na Aldeia do Magoito, foram frequentes ao longo de vários anos. A Amizade entre AMBOS (Escritor e Editor) era uma Amizade antiga de tempos de Escola e Meninice). Recordo, com saudade, estes encontros.Já lá vão quase 40 Anos, como o Tempo passa, Meu Deus!   Por vezes EU e o Eduardo íamos visitá-lo à noite. Do Centro da Aldeia e do Café onde estávamos, à casa onde se encontrava o Fernando Namora, eram 600 metros, mais coisa-menos coisa. Aparecíamos de surpresa e ele ficava feliz por nos ver.    Numa certa noite chegou mesmo a desabafar: «Ainda bem que vocês apareceram. Estou sem paciência para escrever, não sai nada de jeito... Vamos comemorar, ouvir música e conversar. A escrita fica para amanhã...». E os três acabávamos, assim, por entrar pela Noite dentro, ao som de música Clássica (na maioria das vezes, com trechos de Chopin), tendo como única companhia uma garrafa de Whisky.Velho -- 12 Anos, um pacote de Bolacha Maria e muita conversa animada e bem disposta.   Ambos já não estão entre nós, infelizmente.Tenho Saudades, imensas Saudades deles e daquele Tempo.  São tempos que não voltam mais... nunca mais... Ficaram "enterrados" no Passado...   Recordo-os, agora e hoje, com os olhos marejados de lágrimas, estes dois bons Amigos Nobres --- e que faziam o favor de me aturar e acolher nos seus convívios e serões inesquecíveis...   Paz à Vossa Alma e até um Dia!   Afonso Almeida Brandão

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