UMA PANELA DE PRESSÃO – Por Ferreira Fernandes – DN
Written by: Ferreira Fernandes - DN/RCM em 2013-04-20 15:33:15
A dona Ermelinda, da minha rua, tem uma panela de pressão Fagor. As panelas de pressão Fagor são espanholas e vendem-se muito em Portugal. E em Boston também, soube-se agora pelos irmãos Tamerlan e Dzhokhar. O mais velho, Tamerlan, tinha o hábito de usar um boné preto, de pala para os olhos. O caçula tinha boné branco, mas pala para trás, clássico. No meu bairro também há rapazes com bonés americanos. Olha, aproveitando aquilo das bombas na maratona, dava uma grande reportagem, aqui, com o Fagulhas, esse é pala sempre para trás, e o Tony do mercado, de pala à frente. É pena não serem irmãos, mas a coincidência é tremenda. Ainda por cima, o Fagulhas viveu em Boston. Quer dizer, não foi bem assim, mas quase: um primo é que esteve para ir para Newark e não teve visto. Nisto de reportagens precisamos de ser rigorosos, por isso não meto o Bertinho porque esse põe a pala de lado e não tenho nenhum checheno para comparar. Outra coisa que falha: por cá ninguém anda com panelas de pressão nas mochilas. Mas tendo chegado à fala com a dona Ermelinda, ela revelou-me: "Na mochila, não, mas quando fui comprar a minha Fagor ao Continente trouxe-a num saco de plástico." Parem as máquinas: tenho uma grande história! Num saco de plástico, dona Ermelinda? "Isso, e atrás vinha a minha cunhada com outra Fagor. Estavam em promoção", disse ela. Incrível, eram só cunhadas e não usavam boné, mas é uma história igualzinha à da América. ………………………………………………………………………………………………………………………………………………… PS/RCM: Voltámos aos patriotas bombistas e incendiários de ódios múltiplos, onde nem a dita tão segura América escapa aos maquiavélicos e cobardes assassinos. Ao que parece, rapidamente deram com eles. Se por cá houvesse umas câmaras de filmar a vida dos pacatos habitantes, dos nossos campos, das nossas aldeias e cidades, seria mais calma, tranquila e pacífica. Mas sempre existiram criaturas invejosas (que até invocam uma “linhagem feudal !") e que preferem alimentar quezílias estéreis e espalhar histórias de discórdias difamatórias e manipuladoras, sem olhar a meios para atingir os seus mesquinhos fins…. É imperioso inventar uma panela de pressão para a restauração da paz ou criar outros engenhos para repormos a nossa economia a funcionar e sermos todos mais felizes, independentemente das origens humildes, raças, cores ou credos de cada cidadão. Nesta “aldeia global” todos temos direito a um lugar ao sol, num relacionamento saudável, sem exploradores latifundiários, felizmente, extinguidos nos “Alvores do Abril de há já 38 anos”.




