QUEREM CALAR A NOSSA ESTAÇÃO EMISSORA
Written by: RCM em 2013-04-09 10:26:57
COMUNICADO DA RÁDIO CLUBE DE MONSANTO POR MOTIVO DA
”PETIÇÃO EM DEFESA DO MONUMENTO NACIONAL, CASTELO E MURALHAS DE MONSANTO"
Quanta demagogia e manipulação! É de crer que com objectivos de atemorizar e amordaçar as pessoas e as instituições. Parece que é o que norteia os "anónimos cabecilhas, escondidos com rabo de fora," da caluniosa e patética petição" que tem circulado, nos últimos dias, nas redes sociais do Facebock e sua má-língua.
É bom recordar que, no cabeço de Monsanto existem, há já alguns anos, duas torres licenciadas e cumprindo os parâmetros de radiações electromagnéticas impostos pela Direcção Geral da Saúde: uma torre de 60 metros e outra de 39.
O projecto liderado pela TMN, que agora está a ser implementado no referido local, respeita as normas legais e pretende contemplar apenas uma única torre de antenas de 48 metros, para os diversos operadores, minimizando-se, assim, os impactos visuais.
Se as pessoas honestas e sérias, ou seja, a esmagadora maioria dos cidadãos, querem ter ao seu dispor, como é legítimo, modernas redes de telemóvel, comunicações das entidades da segurança nacional, internet gratuita, disponibilizada pela Junta de Freguesia de Monsanto, e, deixar a Rádio Clube de Monsanto continuar a emitir a sua mensagem de Portugalidade, como o vem fazendo, há mais de um quarto de século, com reconhecido e comprovado agrado nacional e internacional, não devem embarcar, ingenuamente, em RADICALISMOS RESSABIADOS E HISTÉRICOS.
Afigura-se ridículo invocar atentados à nossa História, à nossa herança, à nossa identidade ou às nossas raízes. Os “velhos do Restelo” não querem, por certo, o regresso das nossas populações aos tempos da idade média…
Monsanto tem direito, isso sim, a uma “petição” que lute, empenhadamente, por um futuro de vitalidade e por uma aldeia viva e não de pedras mortas. As fronteiras do progresso, que salvaguardem o desenvolvimento e o bem-estar das nossas terras e gentes, e, a satisfação dos muitos visitantes, não podem ser postas em causa e estar à mercê de certos “calhaus humanos”, defensores de interesses pessoais e mesquinhos, quiçá ao serviço dos corruptos e embusteiros, destruidores do verdadeiro potencial turístico da Aldeia Mais Portuguesa.
É interessante observar estes pretensos arautos da defesa do nosso Património, mas que, julga-se, nunca se interessaram, por exemplo, pelo roubo das pedras dos muros, ou os roubos e vandalismos na zona do Castelo, ou pela instalação do depósito de água, à custa da destruição de parte do primitivo e antiquíssimo povoado de S. Miguel, ou pelas ruas da actual paróquia de S. Salvador, esventradas e descaracterizadas para as necessárias obras de água, esgotos, electricidade, televisão por cabo, ou pelas recentes instalações, nas fachadas das casas, de parabólicas e amplificadores da internet.
Para já não falar da cobertura duma calçada romana com alcatrão, ou no roubo do Brasão de Armas das Portas de Santo António, ou no estado escandaloso da Pousada de Monsanto, fechada há já mais de dois anos, para obras de remodelação e conservação que não começam! Não referindo sequer as portas e janelas de alumínios, mármores…terraços algarvios, piscinas, etc. etc.!!!
Estas e outras situações pelos vistos não incomodam certos nacionais, certos residentes ou recém-pára-quedistas e certos estrangeirados…
Termino citando, com a devida vénia, uma singela mensagem transcrita do último livro do Grande Poeta e Escritor, Senhor Dr. António Salvado
“Na Sua Mão Direita”:
Ó Senhor que disseste: “eles não sabem
o que fazem…” (um dia hão-de aceder
àquilo que fizeram ao matar-Te,
e pelo chão os joelhos arrastarem…)
Perdoa-lhes, Senhor, se puder ser.
Somos um modesto servidor desta terra adoptiva,
Joaquim Manuel da Fonseca
Fundador e Director da
Rádio Clube de Monsanto, Estação Emissora, reconhecida como Instituição de Utilidade Pública, pelo então Primeiro-Ministro, Senhor Engenheiro António Manuel de Oliveira Guterres.




