FARMÁCIA DE MONSANTO EM RISCO DE FECHAR OU DE SER DESLOCALIZADA
Written by: RCM em 2014-06-16 12:45:16
A detentora do alvará das farmácias de Monsanto e de Idanha-a-Nova diz que a actual situação financeira é insustentável.
Marta Tavares refere que a farmácia desta aldeia histórica está a retirar todo o lucro à farmácia de Idanha-a-Nova e que por isso tem de ser tomada uma decisão o mais rápido possível ou então a única solução é mesmo fechar as portas.
A detentora do alvará da farmácia monsantina disse à RCM que apenas com os habitantes de Monsanto a farmácia não é viável economicamente e acredita que a última hipótese é a deslocalização para um sítio que possa ser acessível para os habitantes de outras localidades, como o Salvador ou Penha Garcia.
Em Monsanto as opiniões estão divididas quanto a uma eventual deslocalização da farmácia local.
A autarquia diz que nada está decidido quanto ao local escolhido, mas parece certo que a farmácia vai mesmo ser deslocalizada eventualmente para um pré-fabricado, que será construído e instalado na Eugénia, Monsanto.
A escolha deste local está a gerar diferentes opiniões entre os habitantes desta aldeia.
Por um lado há o argumento de que a actual localização é de difícil acesso e que noutro sítio o negócio será mais rentável e mais acessível para os monsantinos e para os habitantes de outras aldeias próximas.
Por outro lado há quem acredite que essa mudança de local apenas pretende favorecer os interesses financeiros de alguns e que o actual problema económico da farmácia se deve a um boicote, que tem levado parte da população de Monsanto a comprar medicamentos noutras farmácias vizinhas, procurando desta forma agravar a situação financeira da farmácia e colocar em causa a sua actual localização para assim justificar a mudança de local.
O posto médico de Monsanto está situado no núcleo histórico, conhecido por vila, a pouco mais de 100 metros da farmácia, sendo o transporte para a consulta médica assegurado pela Junta de Freguesia.
Parte da população de Monsanto diz ainda não entender porque se vai gastar mais dinheiro a construir um novo espaço noutro sítio.
Segundo Marta Tavares alguns habitantes dos núcleos anexos e integrantes da freguesia de Monsanto dizem-lhe que os acessos à “vila” são difíceis e que não querem lá voltar. Preferem por isso deslocar-se a outras localidades mais longe como Idanha-a-Nova ou Medelim para comprar os medicamentos que necessitam.
A polémica parece estar instalada mas o presidente da Câmara de Idanha-a-Nova garante que nada está ainda decidido.
Armindo Jacinto reforça a ideia de que o alvará da farmácia não vai sair de Monsanto e que a câmara não vai permitir que seja utilizado noutra localidade.
O autarca disse à RCM que ainda não sabe para onde a farmácia poderá ser deslocalizada e refere que a câmara está a discutir com os empresários detentores do alvará, outra possível localização, que não a actual. Armindo Jacinto sublinha ainda que essas opções vão ser discutidas com a população de Monsanto.
Armindo Jacinto garante que a autarquia quer manter a farmácia em Monsanto e os empregos que esta gera.




