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REABRIU A ADEGA COOPERATIVA DE MÊDA

Escrito por RCM/PLB em 2011-09-10 18:05:45

REABRIU A ADEGA COOPERATIVA DE MÊDA

A Adega Cooperativa de Mêda retomou agora a actividade, três anos após o encerramento das suas instalações.

“A Cooperativa de Mêda foi fundada a 19 de Dezembro de 1956, recebendo as primeiras uvas em Setembro de 1958. Nesse ano, 128 associados entregaram 606.976 kg, que produziram 463.551 litros de vinho.

O Município de Mêda, exerceu todas as influências junto dos diversos agentes envolvidos para recuperar financeiramente a Adega Cooperativa e para que a situação de falência fosse o mais rapidamente ultrapassada.

Na campanha deste ano, a Adega de Mêda, além das uvas provenientes das zonas pertencentes à Região Demarcada do Douro, recebe também, nas suas instalações uvas provenientes de vinhas de todo o concelho, apresentando-se assim como uma mais-valia para os produtores que não possuem vinhas na região demarcada.

Cria-se, desta forma, uma enorme oportunidade de ajuda aos viticultores do concelho, uma vez que antigamente a adega apenas podia aceitar uvas provenientes de 4 freguesias que pertenciam à Região Demarcada do Douro. Esta medida, visa promover o concelho medense como um todo, criando novas oportunidades, pois para além do «Vinho Fino» (nome dado ao Vinho do Porto), também se produzem excelentes vinhos da Beira Interior e vinhos de altitude. Podemos mesmo dizer que o concelho de Mêda se reveste de características geográficas/geológicas únicas.

O Município entendeu que a Adega Cooperativa de Mêda é um pilar fundamental da vida económica do concelho e não podia ficar alheio às dificuldades que os agricultores/viticultores sofrem, especialmente em tempos de conjuntura de grave crise que o país atravessa.

BREVE HISTÓRIA DA ADEGA COOPERATIVA DE MÊDA

“A Cooperativa de Mêda foi fundada a 19 de Dezembro de 1956, recebendo as primeiras uvas em Setembro de 1958. Nesse ano, 128 associados entregaram 606.976 kg, que produziram 463.551 litros de vinho. Durante o ano de 1959 foram obtidos os primeiros resultados com a venda de 115.920 litros de vinho”.

Inexplicavelmente no início do ano de 2009, foram os associados confrontados com o encerramento das instalações da sua Cooperativa.
Despedimento colectivo do pessoal e o abandono quase total de um património conseguido ao longo de 53 anos.
Ao longo da sua existência, entre altos e baixos, foi a Cooperativa a forte instituição dos lavradores de algumas freguesias do concelho que fazem parte da região “demarcada do Douro”.
Geradora de emprego certo e seguro, durante muitos anos.
Os pequenos lavradores entregavam as suas uvas e recebiam o produto do seu trabalho, que cobria as despesas de manutenção das suas vinhas e ainda conseguiam fazer alguns pequenos investimentos.
Os produtores de “generoso” tinham assegurado o escoamento e lá ia dando para a manutenção das vinhas que também produziam o famoso “vinho de pasto da Mêda”, sendo este também pago a valores razoáveis.
Não foi apenas a crise no sector dos vinhos que inverteu a tendência e o equilíbrio do não pagamento das colheitas ao associado.
A par dos investimentos necessários também subiu a facturação.
As contas estavam equilibradas até ao ano de 2000, como se pode verificar pelos Balanços da altura.
Foi a partir do ano de 2001 que se iniciou o descalabro. Colheitas não integralmente pagas e preços irrisórios para as uvas produzidas.
Aumentos de Capital obrigatórios, mas substancialmente acrescidos ao que estavam legalmente mandatados.
Pagamentos da dívida aos Bancos em vez dos pagamentos aos Lavradores.
Começou a debandada e a cada vez menor entrega de uvas por parte dos associados, pois não viam os pagamentos ser-lhes efectuados.
Acresce que muitos dos agricultores preferiram “abandonar as vinhas”, vendendo as respectivas licenças, muitas delas, para fora do concelho. Outros apenas entregavam parte das suas colheitas.
De uma Cooperativa forte e sólida passou a uma Adega de sobrevivência.
A gestão, completamente amadora, não soube responder aos desafios do mercado e do equilíbrio das contas.
Erros comerciais e de gestão foram-se acumulando.
Pessoal a mais desde que a Facturação passou para metade da dos anos 90 e 2000. Foi o deixar correr sem intervenção firme para alterar a situação caótica que se começava a sentir.
Foram feitos, por diversos associados, os alertas necessários, mas a Gestão fazia “ouvidos de mercador” e prosseguiu a política comercial ruinosa, vendendo ao desbarato o “vinho de mesa”, engarrafado e rotulado.
Com a cada vez menor entrega de “uvas beneficiadas”, fugiam também as de “casta” e as despesas fixas sempre em crescendo.
Ficavam as “uvas de pasto” que eram pagas a preço que mal dava para que o agricultor pudesse pagar as despesas da vindima.
Nas Assembleias, apenas uns poucos alertavam para as consequências futuras da política seguida pela Direcção, mas não eram ouvidos. Gerava-se a confusão e as acusações mútuas e pessoais. Aprovavam-se Contas sem serem devidamente debatidas e discutidas.
O controlo ou o “descontrolo” das Contas, até permitiu “desvios de Caixa”. O mais curioso da situação, a fazer fé no último Balanço, referente a 2008, é que não se compreende o abandono da Cooperativa e o “encerramento”, sem uma qualquer opção apresentada aos associados.
A “insolvência” não é possível, face ao Balanço de 2008.
A “viabilidade” é outro assunto, mas a “insolvência" NÃO.

In “Leves Pinceladas” de Lusitano Amaral


 

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CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE FERNANDO NAMORA

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Escrito por RCM em 2019-04-17 13:01:43

CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE FERNANDO NAMORA

NO CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE FERNANDO NAMORA UM TESTEMUNHO DE AFONSO ALMEIDA BRANDÃO     Na sua fase inicial de vida é sabido que ainda chegou a exercer Medicina cerca de um ano. Posteriormente, a sua veia de Escritor falou mais forte e acabaria por escrever vários Livros excepcionais que deixaria a Título Póstumo. Conheci o Fernando Namora nos inícios da Década de 80 Anos, da 2º Metade do Séc. XX.   Ele no Inverno refugiava-se na aldeia do Magoito (localidade a cerca de 10 Km. de Sintra), na Vivenda do dono da Editora das EDIÇÕES 70, para escrever. Chegava a ficar por lá 3 a 4 meses alojado. Vinha à Vila almoçar por volta das 15 horas (sempre no Café Lé) e, à noite, ficava por casa a ver TV, outras vezes a ouvir Música Clássica ou a escrever. Invariavelmente, bebia um Chá acompanhado de uma Torradas. Deitava-se, regra geral, entre as 3 e as 4 horas da madrugada.    Eu e o Eng. Eduardo Silva --- o dono das EDIÇÕES 70, à época --- cedia-lhe a sua Vivenda gratuitamente para ele escrever. Raro era o dia em que nós os três não estávamos juntos. EU vivia no Magoito com a minha ex-Mulher (e que por lá continua) e o Eduardo vinha de Lisboa ao Magoito, todos os dias, e ficava instalado na Residencial Central, do velho Nuro Gulamhussen, um comerciante de nacionalidade indiana, mas naturalizado português há muitos anos.      Estas estadias do Fernando Namora, no Inverno, na Aldeia do Magoito, foram frequentes ao longo de vários anos. A Amizade entre AMBOS (Escritor e Editor) era uma Amizade antiga de tempos de Escola e Meninice). Recordo, com saudade, estes encontros.Já lá vão quase 40 Anos, como o Tempo passa, Meu Deus!   Por vezes EU e o Eduardo íamos visitá-lo à noite. Do Centro da Aldeia e do Café onde estávamos, à casa onde se encontrava o Fernando Namora, eram 600 metros, mais coisa-menos coisa. Aparecíamos de surpresa e ele ficava feliz por nos ver.    Numa certa noite chegou mesmo a desabafar: «Ainda bem que vocês apareceram. Estou sem paciência para escrever, não sai nada de jeito... Vamos comemorar, ouvir música e conversar. A escrita fica para amanhã...». E os três acabávamos, assim, por entrar pela Noite dentro, ao som de música Clássica (na maioria das vezes, com trechos de Chopin), tendo como única companhia uma garrafa de Whisky.Velho -- 12 Anos, um pacote de Bolacha Maria e muita conversa animada e bem disposta.   Ambos já não estão entre nós, infelizmente.Tenho Saudades, imensas Saudades deles e daquele Tempo.  São tempos que não voltam mais... nunca mais... Ficaram "enterrados" no Passado...   Recordo-os, agora e hoje, com os olhos marejados de lágrimas, estes dois bons Amigos Nobres --- e que faziam o favor de me aturar e acolher nos seus convívios e serões inesquecíveis...   Paz à Vossa Alma e até um Dia!   Afonso Almeida Brandão

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HOMENAGEM AO MÉDICO E ESCRITOR FERNANDO NAMORA

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Escrito por RCM em 2019-04-11 10:16:54

HOMENAGEM AO MÉDICO E ESCRITOR FERNANDO NAMORA

HOMENAGEM AO MÉDICO E ESCRITOR FERNANDO NAMORA NO CENTENÁRIO DO SEU NASCIMENTO (15 DE ABRIL DE 1919 - 2019)       A Sociedade dos Amigos do Museu de Francisco Tavares Proença Júnior promove na sexta-feira, pelas 18 horas, uma homenagem a Fernando Namora.   A apresentação de “A medicina em Fernando Namora como celebração dos valores humanos” está a cargo de António Lourenço Marques Gonçalves da Sociedade dos Amigos do Museu de Francisco Tavares Proença Júnior e director dos cadernos de Cultura : Medicina da Beira Interior.   A cerimónia de homenagem do centenário de nascimento de Fernando Namora vai contar também com o testemunho de Joaquim Manuel da Fonseca, amigo de Fernando Namora e director da Rádio Clube de Monsanto.   Vai ainda ser feita uma leitura de textos do escritor por Otília Duarte, Mariana Galeano e Ana Celeste Azevedo.   O Museu de Francisco Tavares Proença Júnior tem no seu acervo, duas telas de Fernando Namora que revelam uma das suas facetas artística mais desconhecida e um raro e original relatório médico da sua passagem pela freguesia de Tinalhas, documento que será editado num dos próximos números da revista da “Materiaes”, órgão da Sociedade dos Amigos do Museu.   O ano de 2019 vai também trazer a reedição das obras de Fernando Namora, como a “A noite e a madrugada”, drama que decorre na fronteira de Penha Garcia.   Fernando Namora nasceu a 15 de Abril de 1919 em Condeixa-a-Nova.   Faleceu em Lisboa em 1989.   Médico de profissão foi autor de uma extensa obra, bastante divulgada e traduzida em várias línguas nas décadas de 70 e 80 do século XX , que tiveram nas paisagens geográficas e humanas da Beira Baixa , principalmente a aldeia de Monsanto os seus cenários literários.  

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CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE FERNANDO NAMORA

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Escrito por RCM em 2019-04-08 13:44:37

CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE FERNANDO NAMORA

EM CASTELO BRANCO ASSINALA-SE O CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE FERNANDO NAMORA,  QUE FOI GRANDE AMIGO DE MONSANTO, ONDE TEVE CASA E A FAMÍLIA AINDA MORA.

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MONSANTO CINCO ESTRELAS

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Escrito por CMIN em 2019-04-05 11:51:26

MONSANTO CINCO ESTRELAS

A aldeia histórica de Monsanto, no concelho de Idanha-a-Nova, voltou a ganhar o Prémio Cinco Estrelas Regiões, que distingue ícones regionais de referência nacional que são reconhecidos pelos portugueses como sendo extraordinários. Monsanto, que já havia sido considerado um destino Cinco Estrelas em 2018, renova o título este ano. O Município de Idanha-a-Nova congratula todos os monsantinos, idanhenses, visitante e turistas que estão na origem desta segunda vitória consecutiva no Prémio Cinco Estrelas. Este galardão é mais um reconhecimento de Monsanto como destino de excelência, na linha de outras distinções como é a eleição frequente para listas de melhores vilas e aldeias do mundo. De acordo com a organização do concurso, o Prémio Cinco Estrelas Regiões “é um sistema de avaliação que identifica o melhor que existe em cada uma das 20 regiões (18 distritos + regiões autónomas) ao nível de recursos naturais, gastronomia, arte e cultura, empresas, património e outros ícones regionais de referência nacional”. Através de uma votação nacional os portugueses identificaram, para cada um dos distritos, o que consideram extraordinário a vários níveis. A cerimónia de entrega dos prémios deste ano terá lugar na cidade de Viseu, no dia 17 de Maio.

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FEIRA RAIANA EM IDANHA-A-NOVA

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Escrito por RCM em 2019-03-20 13:02:51

FEIRA RAIANA EM IDANHA-A-NOVA

IADNHA-A-NOVA ACOLHE MAIS UMA EDIÇÃO DA FEIRA RAIANA

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