RCM VENDIDA A LUÍS MONTEZ
Escrito por RCM em 2011-08-20 12:44:35
O empresário Luís Montez comprou recentemente a Rádio Europa Lisboa à Rádio France Internationale (RFI) para a transformar numa emissora dedicada aos êxitos dos anos 1960, 1970 e 1980, a Rádio Nostalgia, que agora passará a emitir também na região norte na frequência 91 MHz, utilizada há mais de 20 anos pela Rádio Clube Matosinhos.
De acordo com a deliberação da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), o empresário Luís Montez adquiriu uma quota no valor de 23 mil euros, representativa de 93,6 por cento do capital social da sociedade denominada Radiodifusão -- Publicidade e Espectáculos, que é titular da licença da Rádio Clube de Matosinhos.
O regulador deu também autorização para a “modificação do projecto licenciado no que se refere à alteração da classificação quanto ao conteúdo da programação do serviço de programas da RCM, de generalista para temático musical, e alteração da sua denominação para Rádio Nostalgia”.
O presidente da Associação Portuguesa de Radiodifusão, José Faustino, desdramatizou a venda de frequências de rádio local a cadeias nacionais, considerando que, neste âmbito, “está-se ainda dentro do razoável”. Estas compras “vão equilibrar um pouco o mercado de proximidade, que não tem muitas possibilidades de alimentar projectos de rádio autónomos”, disse o dirigente associativo, recordando que em Portugal há 350 rádios locais licenciadas. A Rádio Nostalgia passará a emitir também na região norte na frequência 91 MHz.
José Faustino afirmou que “tudo o que seja insistir muito” para que essas estações mantenham a matriz local é “atirá-las para a ruína”. “Empurrou-se muitos dirigentes de rádios para a vocação local, esquecendo que estão a competir, na sua área de cobertura, com as nacionais”, declarou
O até agora detentor dessa quota, João Lourival disse que vendeu a sua participação maioritária na RCM por ter 70 anos de idade e se sentir “cansado”. Acrescentou que as rádios locais “vêm todas definhando e, com esta brutal crise, as entidades, por mais que queiram apoiar, não o podem fazer”.





