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ALERTAS DUMA INVESTIGADORA UNIVERSITÁRIA

Escrito por LUSA/PÚBLICO em 2018-05-17 13:31:05

ALERTAS DUMA INVESTIGADORA UNIVERSITÁRIA

Rede Aldeias Históricas de Portugal com fraca dinâmica e quase estagnada

Há "uma ausência de cultura de parceria", estando cada um a trabalhar por si, e sobrepõem-se com outras marcas, como as Aldeias do Xisto ou o Vale do Côa.

LUSA/PÚBLICO – 16 de Maio de 2018

A Rede de Aldeias Históricas de Portugal tem uma "fraca dinâmica" e sofre de "alguma estagnação", conclui um estudo universitário, que nota também que os 60 milhões de euros em investimento não conseguiram estancar o despovoamento.

Mais de 20 anos depois da criação das Aldeias Históricas de Portugal e do investimento que começou a ser feito nos 12 locais situados na Beira Interior, o estado actual da rede é de "fraca dinâmica e até de alguma estagnação", conclui a tese de doutoramento de Paula Reis, realizada na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Para a investigadora do Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais da Universidade de Évora, há várias variáveis para esta estagnação, como um excesso de municipalização da rede, que foi apoderada "por interesses do poder local", o que provocou, como consequência, um desinteresse de privados, que acabam por se afastar da estrutura.

No terreno, Paula Reis identificou também "uma ausência de cultura de parceria", estando cada um a trabalhar por si, e a sobreposição de outras marcas, como as Aldeias do Xisto ou o Vale do Côa.

"Tentam ir a jogo a todas as marcas e depois não estão em nenhuma", constatou.

As 12 aldeias integradas na rede são Almeida, Belmonte, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Nova, Linhares, Marialva, Monsanto, Piódão, Sortelha e Trancoso.

O investimento inicial nestas aldeias (Belmonte e Trancoso foram apenas incluídas em 2003) foi "elevadíssimo na componente material", nomeadamente nas infra-estruturas básicas (canalização, água, luz), mas também em arranjos urbanísticos, recuperação de fachadas e criação de alguns hotéis e pequenas empresas, contou à agência Lusa a investigadora.

Com apoio de fundos comunitários, entre 1994 e 1999, foram investidos 26 milhões de euros e, entre 2000 e 2006, houve uma continuidade do investimento (já com Belmonte e Trancoso incluídos na rede) de 18 milhões de euros.

Com a mudança de quadros comunitários, o investimento passou a focar-se na componente imaterial, entre 2007 e 2013, em que estavam aprovados 100 milhões de euros até 2015, mas que foram "apenas executados 25 milhões de euros" - uma consequência da crise financeira que surgiu em 2008 e também do surgimento da associação da rede, cuja entrada se atrasou e que só ficou operacional em 2011.

Se, por um lado, houve uma melhoria significativa em termos de infra-estruturas básicas nas aldeias abrangidas, a falta de investimento material entre 2007 e 2013 criou uma descontinuidade na requalificação das localidades.

"Causou um choque. As operações anteriores tinham lavado o rosto das habitações, que estavam desabitadas, com árvores a crescerem lá dentro, com o telhado a cair e paredes caídas. Hoje, estamos a voltar a essa fase", sublinhou Paula Reis.

Actualmente, já se notam casas com telhados outra vez a cair e janelas com vidros partidos, face à quebra no investimento. Para além disso, face à especulação imobiliária nestas aldeias históricas, há casais jovens que são levados a escolher residência fora da aldeia, afirmou.

Segundo Paula Reis, a esta situação soma-se a ausência de serviços como farmácia, centro de saúde ou transportes públicos, que também não ajuda a estancar o despovoamento da maioria das aldeias.

O diagnóstico das 12 aldeias, com base em dados entre 2001 e 2011, deixa transparecer a situação de despovoamento: a percentagem de jovens recuou 3,69%, a população idosa aumentou 2,16%, há três aldeias que não registaram qualquer nascimento (Idanha-a-Velha, Castelo Rodrigo e Piódão) e, dos 7.885 edifícios recenseados, 24,5% necessitavam, em 2011, de reparações.

Em dez anos, as doze aldeias perderam, no total, 683 pessoas, havendo casos de grande recuo populacional como Castelo Mendo (-35%), Monsanto (-28,5%), Sortelha (-23,3%) ou Piódão (-20,5%).

Na tese de Paula Reis, são desenhadas várias estratégias para o futuro pelos diferentes actores que entrevistou - habitantes, neo-rurais, visitantes, municípios, associações, CCDRC, entre outros - e que foram validadas por um grupo de especialistas.

 

As estratégias apontam para a criação de uma estrutura de missão independente, em permanência no território, mobilização dos actores para o desenvolvimento de estratégias de animação do território, qualificação da oferta turística, alargamento dos canais de promoção da rede e criação de novos produtos e práticas com base nos recursos locais.

A investigadora espera agora que este trabalho possa servir de "auxílio para o desenho do próximo quadro comunitário" e influenciar a intervenção na rede.

 

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Portugal Ultramarathon Beira Baixa conta já com 10 nacionalidades

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Escrito por RCM em 2018-06-22 19:50:36

Portugal Ultramarathon Beira Baixa conta já com 10 nacionalidades

  A IV edição do desafio decorrerá de 26 a 29 de julho de 2018 O desafio que transcende os limites físicos e psicológicos de quem participa nesta aventura continua a ter reflexos além-fronteiras. Nesta IV edição do evento, de 26 a 29 de julho de 2018, estarão presentes atletas de 10 nacionalidades diferentes, sendo 60% estrangeiros. Brasil, Espanha, Luxemburgo, EUA, Argentina, Dinamarca, França, Japão são alguns dos países que compões o leque de participantes da Portugal Ultramarathon Beira Baixa 2018. Este desafio, das maiores distâncias do mundo, atravessa uma natural paisagem, percorrendo concelhos como Penamacor, Idanha-a-Nova, Vila Velha de Rodão, Proença-a-Nova, Oleiros e Castelo Branco, em Portugal. Um percurso com 281 km desenhado por trilhos florestais e pedestres, caminhos rurais e estradas de asfalto, com passagem pelo Geopark Naturtejo, castelos, Aldeias de Xisto e praias fluviais. Um duro desafio físico que os inscritos terão que concluir, guiados por GPS, no máximo em 66 horas. Inspirada na prova estadunidense Bardwater e na brasileira BR135+, a Portugal Ultramarathon relaciona-se pelas condições climatéricas similares, em que alguns locais de prova as temperaturas sobem muito facilmente acima dos 40ºC. Uma viagem de conhecimento do próprio eu e de um território! As inscrições estão a decorrer em http://horizontes.pt/2018/index.php/produto/kit-pt281/ e a participação poderá ser feita de forma individual, em dupla, tripla ou quadra.    

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COMEMORAÇÕES DO DIA DE PORTUGAL NOS EUA

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Escrito por RCM em 2018-06-03 11:33:14

COMEMORAÇÕES DO DIA DE PORTUGAL NOS EUA

PARTICIPAÇÃO DAS ADUFEIRAS DE MONSANTO por convite do Cônsul de Portugal em Newark-Estados Unidos da América, senhor Doutor Pedro Oliveira     Dia 8 Actuação de 20 minutos nas Nações Unidas; Actuação de 15 minutos no New Jersey Performing Arts Center - o principal centro cultural de Nova Jérsia - Primeira cidade e maior centro da comunidade portuguesa nos EUA.   Dia 9 Actuação de 20 minutos em Bethlelem, Pensilvânia; Actuação de 30 minutos no Sport Club Português, Newark   Dia 10 Participação na parada do Dia de Portugal; Actuação de 30 minutos no Festival de Folklore  

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O PRESIDENTE MARCELO DEFENDE NECESSIDADE DE ACORDO ENTRE AUTORES E RÁDIOS QUANTO A MÚSICA

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Escrito por RCM em 2018-05-27 12:18:54

O PRESIDENTE MARCELO DEFENDE NECESSIDADE DE ACORDO ENTRE AUTORES E RÁDIOS QUANTO A MÚSICA

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu a necessidade de um acordo entre a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA e Direitos Conexos) e as rádios, em questão de música, e sobre a importância de uma “comunicação social forte”. Ontem, no encerramento do Congresso da Associação Portuguesa de Radiodifusão, em declarações aos jornalistas, o Chefe de Estado indicou ter participado no evento para dar um “abraço de solidariedade e também a esperança de haver um acordo”. “Se é possível haver um acordo com a SPA em relação a outros autores, tem de haver um acordo em relação aos autores no domínio da música. Sabemos que não há rádio sem música e que pode ser incomportável uma solução sem acordo. E uma a uma, várias rádios começam a ter problemas graves, se as exigências nesse domínio forem também muito pesadas”, disse.  

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MONSANTO VERDE MAIS UM PROJECTO INOVADOR APRESENTADO EM PARIS

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Escrito por CMIN em 2018-05-25 09:33:05

MONSANTO VERDE  MAIS UM PROJECTO INOVADOR APRESENTADO EM PARIS

O Município de Idanha-a-Nova esteve presente, com um stand, no Salão do Imobiliário e do Turismo Português em Paris, representado pelo presidente da autarquia, Armindo Jacinto. Esta presença, entre os dias 18 e 20 de Maio, foi organizada em parceria com o projecto inovador Monsanto Verde, que está a ser desenvolvido por investidores franceses na aldeia histórica de Monsanto e foi lançado oficialmente no salão parisiense. Este empreendimento captou a atenção do jornal francês “Le Figaro”, que destacou a criação de “uma quinta biológica com 40 moradias ecológicas disponíveis em 238 hectares”, num projecto que visa integrar todas as componentes do desenvolvimento sustentável, nomeadamente a economia colaborativa, funcional, societal, circular e ecológica. Em comunhão com a natureza, pretende-se criar um espaço social, ecológico e economicamente responsável que se venha a assumir como o empreendimento de desenvolvimento sustentável mais completo até hoje em Portugal. Mais informações em http://monsantoverde.com/. Durante os dias do Salão do Imobiliário, que contou com a presença da Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, o Município de Idanha-a-Nova promoveu a estratégia para o concelho, nas suas diferentes vertentes, divulgando as potencialidades de um território com três selos UNESCO e que é a primeira Bio Região portuguesa. 

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ESTAÇÃO BASE DO SIRESP EM MONSANTO

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Escrito por RCM em 2018-05-22 18:27:51

ESTAÇÃO BASE DO SIRESP EM MONSANTO

Foi hoje concluída a instalação de modernos equipamentos de ligação ao satélite. Mais um compromisso do SIRESP (Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal), no sentido de que as comunicações não irão falhar, e assim ser providenciada uma melhor protecção às populações.  

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