Memórias da Rádio do século passado

Entrevista ao Director da RCM - Jornal "Raiano".

 

É com prazer que o jornal “RAIANO” se faz eco da efeméride já que a Rádio local faz parte da nossa vida e desejamos acarinhá-la, augurando-lhe longa vida. Dirigimo-nos às novas instalações da Casa da Rádio que são extremamente acolhedoras e revelam bom gosto, onde encontramos os Sr. Dr. Joaquim Manuel da Fonseca sempre atarefado e comandando as operações, que nos recebeu com o habitual sorriso e de seguida respondeu a algumas perguntas que aqui ficam em jeito de entrevista, de depoimento e de sensibilização, nesta hora da nossa querida Rádio de Monsanto.

Victor Vaz (Jornal Raiano)

 

Victor Vaz- Qual o significado da festa do V aniversário de actividade radiofónica em Monsanto?

JOAQUIM FONSECA (Director da RCM)
Este aniversário tem como legenda “Cinco anos a fazer amizades”, aproveitando-se a efeméride para trazer a Monsanto alguns amigos espalhados pelos distritos da Guarda, Castelo Branco e Portalegre, que connosco fizeram amizade. Além do convívio, este aniversário deseja significar um tempo de mudança: novas instalações da Casa da Rádio, novo Centro Emissor e nova torre de 60 metros (a maior da região) e as respectivas antenas, para chegarmos mais longe e melhor, dentro dos limites que nos são impostos por lei.

V.V. - Cinco anos de vida, na pessoa humana, está-se muito longe de atingir a maturidade e ser adulto. Na vida da comunicação social este período é desgastante sobretudo quando a actividade assenta basicamente sobre uma pessoa. Poder-nos-á informar quais as etapas percorridas nestes 5 anos da RCM?

J.F. - Foram tempos de luta diária e árdua. O licenciamento ou legalização da RCM foi um processo delicado e penoso. O esforço valeu a pena pois estamos no ar vinte e quatro horas por dia e temos connosco o maior auditório da região, que sempre nos foi fiel desde 1985. Só assim foi possível vencer os sucessivos desafios: novos emissores, novas antenas, novas instalações, obter o Alvará. Com muito orgulho afirmamos que a RCM é talvez a única estação local que não pagou o seu Alvará, já que os quinhentos contos foram integralmente oferecidos pela comunidade regional. Graças à generosidade dos nossos ouvintes (não temos qualquer apoio oficial, como outras emissoras), foi possível construir a Casa da Rádio, onde se gastaram mais de quatro mil contos. Somos a única estação da região com instalações próprias, propriedade da Cooperativa. Estamos equipados com material do mais moderno e sofisticado, sob a competente orientação do nosso técnico e sócio senhor Reinaldo Pedro Ramos Serra. Não temos qualquer dívida exterior e ao longo destes cinco anos conseguimos um património de mais de quinze mil contos, à custa de muito sacrifício, dedicação e renúncia, pois não nos anima o lucro. Juridicamente somos uma Cooperativa de natureza cultural, sem fins lucrativos, como consta dos Estatutos.

V.V. - O licenciamento alcançado gera estabilidade e confiança, o suporte económico tem-lhe permitido dotá-la de equipamento de primeira qualidade e de instalações condignas, a simpatia que por ela têm os numerosos rádio-ouvintes constituem estímulo a quem concebeu um projecto, partindo do nada. Quais são agora os objectivos para o futuro?

J.F. - O nosso caminho foi percorrido com seriedade e sem hipotecar o futuro. Depois do enorme esforço feito com a aquisição de equipamentos e da construção da sede, como nos impunha a lei, vamos agora investir na contratação e formação de pessoal. Neste delicado vector as dificuldades preocupam-nos muito. Monsanto, com muita mágoa o afirmamos, está condenado a uma desertificação humana. Os jovens monsantinos (poucos) não recebem estímulos para a sua fixação na aldeia e depois de concluídos os estudos partem para Lisboa ou para o estrangeiro. Por isso a nova Casa da Rádio integra também um apartamento para apoio aos colaboradores que sejamos obrigados a procurar na zona. Só com mais pessoal, devidamente preparado e qualificado, podemos melhorar a qualidade da nossa grelha de programas, sobretudo a nível informativo, divulgativo e cultural. Temos a consciência plena de que neste campo a RCM tem um longo caminho a percorrer. Os acontecimentos comunitários da região precisam de uma cobertura muito mais vasta. Porém, para isso são precisos mais recursos financeiros, humanos e uma viatura, que a RCM ainda não tem. Julgo que nestes cinco anos já muito se fez e não vamos desanimar, apesar de muitos contratempos e alguns dissabores. Acreditamos e confiamos nos verdadeiros amigos da RCM e no melhor apoio das entidades concelhias de Idanha-a-Nova.

V.V. - Ninguém duvida que a Rádio é um valor que enriqueceu a nossa terra, tornando-a mais conhecida, divulgando a sua cultura, ajudando muita gente, em todas as horas, de alegria e de prostração, afirmando-se, sobretudo através da música, uma companhia muito familiar. Como espera torná-la ainda mais acarinhada? Que espera, em contrapartida, do povo de Monsanto?

J.F. - Quando a RCM puder cumprir os objectivos que atrás referi, julgo que aumentaremos o número daqueles que diariamente nos acompanham. Além do cunho popular (e mesmo popularucho) da RCM, que nos tem caracterizado como o som popular, vamos apostar na qualidade, para conquistar um auditório um pouco mais urbano. Que espero do povo de Monsanto? A resposta é difícil. Ao longo destes anos a RCM transformou-se numa emissora de impacto regional, mas, se dependesse de algumas pessoas de Monsanto julgo que já estaria silenciada... Mais uma vez “os santos da porta não fazem milagres”. Como principal responsável da RCM não espero milagres, mas também não admito ser injustiçado.
Espero que os “Velhos do Restelo” se convençam, duma vez por todas, que a RCM só prestigia e dignifica o nome da “Aldeia Mais Portuguesa”. Penso que é dever de todos os monsantinos apoiarem a sua Rádio, pois é a coisa mais maravilhosa que aconteceu em Monsanto, nestes últimos anos.E termino agradecendo o estímulo que nos tem sido dado por alguns bons monsantinos e por milhares e milhares de ouvintes da Beira Alta, Beira Baixa e Alto Alentejo. Com confiança vamos continuar a caminhada em prol do regionalismo e da nossa terra.

 

Jornal Raiano, Fevereiro de 1990

IDANHA-A-NOVA: ALDEIA DE SANTA MARGARIDA RECEBE FESTIVAL DAS FLORES

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Escrito por RCM em 2017-05-20 12:09:27

IDANHA-A-NOVA: ALDEIA DE SANTA MARGARIDA RECEBE FESTIVAL DAS FLORES

A sexta edição do Festival das Flores vai ter lugar em Aldeia de Santa Margarida entre os dias 26 e 28. A abertura do evento acontece no dia 26, às 17:00, onde os arranjos florais feitos pelas mãos dos populares enfeitam as ruas e casas desta aldeia beirã, que se apresenta “vestida” com milhares de flores naturais e artificiais. No dia 26, a partir das 21:30, decorre a noite de fados com as vozes de Maura Aires e Luís Capão. O festival continua ao longo do fim de semana, com muita música e com actividades para toda a família.

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PGR ENTREGA BRASÃO DE MONSANTO FURTADO EM 2008 E RECUPERADO EM MUSEU ESPANHOL

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Escrito por RCM/Lusa em 2017-05-19 13:16:03

PGR ENTREGA BRASÃO DE MONSANTO FURTADO EM 2008 E RECUPERADO EM MUSEU ESPANHOL

A Procuradora-geral da República (PGR) procedeu hoje à entrega do brasão de armas de Monsanto. Furtada de uma das entradas desta aldeia histórica a pedra foi localizada em 2014, num museu de Badajoz, em Espanha. Joana Marques Vidal explicou que o furto por desconhecidos do brasão de armas de Monsanto foi participado em 2008 pelo presidente da junta de freguesia. O brasão de armas foi objecto de restauro por parte da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova. Esta sexta feira foi devolvido à comunidade de Monsanto por Joana Marques Vidal. Vai ficar no Posto de Turismo desta aldeia histórica do concelho de Idanha-a-Nova.

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REDE DE UNIVERSIDADES SÉNIORES COMEMORA DIA NACIONAL EM IDANHA-A-NOVA

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Escrito por RCM em 2017-05-15 10:36:58

REDE DE UNIVERSIDADES SÉNIORES COMEMORA DIA NACIONAL EM IDANHA-A-NOVA

A Universidade Sénior de Idanha-a-Nova, um projecto da Filarmónica Idanhense, do Município de Idanha-a-Nova e do CMCD, foi escolhida para receber este ano as comemorações nacionais do Dia das Universidades Seniores em Portugal. As comemorações vão realizar-se a 21 de maio (domingo), em Idanha-a-Nova, e contarão com a presença da RUTIS, entidade responsável pelas universidades seniores em Portugal, e de 8 universidades seniores de todo o país. A manhã será dedicada ao território de Idanha-a-Nova e à tarde o Centro Cultural Raiano receberá uma tarde cultural onde subirão ao palco as 8 universidades participantes. A entrada nos espectáculos é gratuita. Para ver a partir das 14h00 no CCR.

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MAIS DE UMA CENTENA DE SOPAS A CONCURSO EM PROENÇA-A-VELHA

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Escrito por RCM em 2017-05-10 10:07:50

MAIS DE UMA CENTENA DE SOPAS A CONCURSO EM PROENÇA-A-VELHA

A aldeia de Proença-a-Velha, no concelho de Idanha-a-Nova, volta a receber o Festival das Sopas Tradicionais. A XV edição do evento é já este próximo fim de semana e promete ultrapassar, mais uma vez, a centena de sopas a concurso. A prova das sopas está marcada para domingo, a partir das 13:00 horas. Concorrem restaurantes e talentos de toda a região e caberá aos visitantes votar nas sopas mais saborosas. Antes, no sábado, o XV Festival das Sopas Tradicionais é antecedido pelo Encontro de Acordeonistas e Tocadores de Concertina. As actuações incluem ainda um espectáculo de cantares ao desafio e desgarradas minhotas, com os melhores artistas de Portugal, e fecham com uma noite de arraial.

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PLATAFORMA VAI DENUNCIAR ENVENTUAIS ATENTADOS AMBIENTAIS EM ALBUFEIRA DE CASTELO BRANCO

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Escrito por RCM/Lusa em 2017-05-03 13:40:03

PLATAFORMA VAI DENUNCIAR ENVENTUAIS ATENTADOS AMBIENTAIS EM ALBUFEIRA DE CASTELO BRANCO

Quatro associações e movimentos cívicos de Castelo Branco criaram a Plataforma de Defesa da Albufeira de Santa Águeda com o objectivo de denunciarem eventuais atentados ambientais, foi hoje anunciado. Em comunicado enviado à agência Lusa, a Plataforma de Defesa da Albufeira de Santa Águeda explica que tem como objectivo defender aquele equipamento público da "voragem de interesses particulares insensíveis à conservação dos valores ambientais e ecológicos". A associação ambientalista Quercus denunciou, no ano passado e por diversas vezes, a existência de fenómenos de poluição e de erosão na albufeira de Santa Águeda, em consequência de movimentações de terra e destruição de carvalhais. A plataforma diz que vai apresentar uma queixa por crime ambiental no Ministério Público, situação cujos fundamentos irá dar a conhecer publicamente no dia 10 de maio.

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