Breve resenha histórica da RCM

Os primeiros emissores da Rádio Clube de Monsanto (1985)

“Era uma vez...” é assim que principiam quase todas as histórias. Porém a história da RCM começa um pouco diferente. Na sua origem estão muita motivação e uma grande vontade e um enorme desejo de concretização de um projecto radiofónico, ao serviço do regionalismo.

E é assim que, em 1985, a aventura nasce, levada a cabo por dois radioamadores: O Dr. Joaquim Manuel da Fonseca, CT1 BRJ, antigo locutor da Rádio Altitude da Guarda e da ex-Emissora Oficial de Timor e o senhor Reinaldo Pedro Ramos Serra, CT1 BJS, técnico de electricidade. A pedido do Dr. Joaquim Fonseca, o senhor Reinaldo Serra constrói, com meios artesanais e rudimentares, um pequeno emissor de Frequência Modulada, que entra no ar em regime experimental, a 8 e 9 de Junho, já sob a designação emblemática de Rádio Clube de Monsanto. Daí até às emissões regulares foi um instante, estas têm início, precisamente, no dia 14 de Agosto de 1985, com o patrocínio da Casa do Povo de Monsanto.

A Rádio Clube de Monsanto constituiu-se, posteriormente, como Cooperativa, através de Escritura Pública, no Cartório Notarial de Penamacor, em 28 de Abril de 1987, com sede na freguesia de Monsanto, concelho de Idanha-a-Nova, e cujos Estatutos foram publicados em Diário da República, III Série, de 17 de Setembro de 1987.

Citando os seus Estatutos:

“ O objecto da RCM é criar e manter, nos termos da lei, uma estação emissora de radiodifusão em Monsanto, com características regionais”.

Como era habitual acontecer com as rádios locais, a RCM por essa altura não possuía alvará, o que a leva a silenciar os seus emissores à meia-noite do dia 24 de Dezembro de 1988, em cumprimento da lei. O regresso dá-se cerca de cinco meses depois e para grande alegria dos seus ouvintes, a RCM, já legalizada, volta a estar no ar, curiosamente, a 8 de Junho de 1989. É a partir desse momento que passa a transmitir em Frequência Modulada, nos 98.7 Mhz, Estéreo/RDS, com a licença 20231 e o indicativo CSB 652 e, desde o ano de 2000, também, nos 107.8 Mhz (nas Termas de Monfortinho).

Em 23 de Maio de 1996 a emissora é distinguida, pelo senhor Primeiro Ministro, com o Diploma de Instituição de Utilidade Pública.

A RCM começou por ser uma iniciativa de natureza cultural e sem fins lucrativos, funcionando como secção autónoma da Casa do Povo de Monsanto, com mais de uma centena de sócios, que lhe garantiram o apoio e motivação que levaram à sua criação, com o objectivo de preencher um espaço vazio nesta zona da Beira Interior , tão depauperada e esquecida e com uma história e cultura preciosas, abundando os vestígios dum passado de valor inestimável, havendo ainda por descobrir um considerável espólio secular.

Qualquer instituição que apareça com o objectivo de divulgar estes valores, de os manter bem vivos, de contribuir para o seu não esquecimento e desaparecimento, é digna que se lhes preste o incentivo necessário à sua existência.

É nesta situação que se encontra, também, a Rádio Clube de Monsanto, Sociedade Unipessoal, Limitada, desde 13 de Agosto de 2001, com Estatutos actualizados por escritura pública feita no Cartório Notarial de Idanha-a-Nova, em 28 de Maio de 2003. A RCM é, na verdade, uma emissora muito apreciada pela gente raiana que , com a maior prontidão e carinho adere, duma forma expontânea, a toda a iniciativa que contribua para manter bem viva a sua Rádio popular, porque é uma voz que fala dos seus problemas e da sua terra.

A RCM transmite, desde 1990, vinte e quatro horas ininterruptas por dia, sendo a sua programação, em termos gerais, caracterizada pela prioridade dada à música portuguesa e aos nossos valores tradicionais.

A RCM tem ainda apoiado os principais acontecimentos culturais, desportivos e sociais do concelho de Idanha-a-Nova e da região e os seus microfones têm também sido colocados à disposição de colectividades, instituições e autarquias para a divulgação dos seus eventos, reivindicações e projectos, sempre com independência, isenção e pluralismo.

A prioridade foi, desde a primeira hora, a salvaguarda e a promoção das potencialidades históricas, turísticas e naturais da Beira Baixa e particularmente do concelho de Idanha-a-Nova e das suas gentes raianas.

Ao longo dos anos, e, sempre com a quotização voluntária e generosa de muitos ouvintes, assistimos a um crescente melhoramento das actividades da RCM, com implantação de instalações próprias, novos estúdios de produção e centros emissores, computorização dos serviços fixos e de reportagem, novas antenas, etc.. Este progresso, como tudo, não seria possível sem bons e maus momentos, sem lutas e conquistas e, por isso, a RCM tem na sua história períodos de vida difícil, de algumas incompreensões, mas tem, também, tempos de muita alegria, caracterizadas por gratificantes amizades, cultivadas através da “caixinha mágica da música” .

Um grande estímulo foi a constatação que a RCM era líder distrital de audiência, comprovado por estudo, de âmbito nacional, de uma empresa da especialidade, a Marktest, encomendado pela Secretaria de Estado da Comunicação Social.

É neste âmbito, que surge o desejo de continuar e principalmente de fazer mais e melhor, apesar das carências humanas e financeiras. A caminhada não conhece, porém, aqui o seu fim. Antes pelo contrário, seguiu um novo rumo : Castelo Branco, ou não fosse a RCM uma instituição habituada a desafios.

O moderno e funcional Centro de Produção da Delegação de Castelo Branco, oficialmente inaugurado em 20 de Janeiro de 2005, conta com mais de uma vintena de colaboradores especializados, que são uma mais valia para os objectivos radiofónicos da emissora da “Aldeia Mais Portuguesa”, já há muito um caso de singular popularidade.

Hoje a RCM é sintonizada por milhares e milhares de amigos espalhados pela Beira Baixa, Beira Alta, Alto Alentejo e Estremadura Espanhola, e, no presente, também, por novos ouvintes dispersos pelos cinco continentes, que nos contactam graças às facilidades tecnológicas da Internet em  www.radiomonsanto.pt.  Esta nova e maravilhosa forma de comunicar e aproximar está a transformar o nosso planeta numa autêntica “aldeia global” !

Desde o ano de 2005 o sítio  www.radiomonsanto.pt   já foi visitado por mais de meio milhão de pessoas de todos os continentes.
Na sua recente e sofisticada versão o sítio mais português de Portugal irá receber, por certo, ainda um maior interesse da parte dos milhares de cibernautas espalhados por todos os cantos do mundo.

Nesta histórica aventura, a um ano de celebrar as "Bodas de Prata", mesmo contra alguns ventos e marés , o futuro é olhado com serenidade e confiança, porque a causa é justa e por ela vale a pena lutar...

A RCM deu uma grande prova: que os interesses e aspirações são sempre possíveis de associar à tradição e à cultura, sem esquecer a História, mas pugnando sempre por novas realizações, que contribuam para o progresso, esse progresso que torna a vida menos difícil e mais bela, nestas terras tão marginalizadas e esquecidas, deste interior profundo, onde, apesar de tudo, há ainda boa gente a querer viver e a resistir, para que jamais se percam a identidade e a História do Povo Português.

Para saber mais sobre a HISTÓRIA DA RCM

Veja "RECORTES DE JORNAIS" - nacionais e regionais  e “GALERIA DE FOTOS ” (1985-2009).

QUINTA EDIÇÃO DO CINEMA PORTUGUÊS EM MOVIMENTO COMEÇA EM MONSANTO

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Escrito por RCM/Lusa em 2017-06-22 15:21:45

QUINTA EDIÇÃO DO CINEMA PORTUGUÊS EM MOVIMENTO COMEÇA EM MONSANTO

A aldeia de Monsanto, em Idanha-a-Nova, é o ponto de partida no dia 29 da quinta edição do Cinema Português em Movimento, uma iniciativa para levar filmes portugueses a localidades com pouca oferta cinematográfica. De acordo com o Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA), o programa começa no miradouro daquela localidade com a exibição da curta-metragem "Amélia & Duarte", de Alice Guimarães e Mónica Matos, e da comédia "Refrigerantes e canções de amor", de Luís Galvão Teles. O Cinema Português em Movimento decorrerá até 25 de agosto com a exibição de dez filmes portugueses - alguns repetidos de anos anteriores - em localidades de 12 concelhos. As 53 exibições previstas serão sempre ao ar livre. Este ano, o programa exibirá em complemento episódios gravados por Tiago Pereira no projecto A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria, de registo da música portuguesa de tradição oral.

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POLITÉCNICO DE CASTELO BRANCO VAI TER CURSO DE DRONES

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Escrito por RCM/Lusa em 2017-06-16 16:09:43

POLITÉCNICO DE CASTELO BRANCO VAI TER CURSO DE DRONES

O Instituto Politécnico de Castelo Branco vai ministrar no próximo ano lectivo o curso técnico superior profissional em Fabrico e Manutenção de Drones. "Trata-se de mais uma aposta da instituição numa oferta formativa numa área de vanguarda e em expansão", refere em comunicado o presidente do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB), Carlos Maia. O novo curso técnico superior profissional (CTeSP) em Fabrico e Manutenção de Drones foi recentemente aprovado e vai ser ministrado na Escola Superior de Tecnologia de Castelo Branco (ESTCB). Carlos Maia explica que a instituição tem um corpo docente qualificado e conta com várias parcerias com empresas já bem implantadas no mercado, factores que tornaram possível a aprovação desta formação que poderá ser estrutural para o IPCB e para a região. As inscrições para este curso podem ser realizadas de 1 de agosto a 6 de setembro de 2017, nos serviços do IPCB.

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IDANHA-A-NOVA: ECOFESTIVAL JUNTA 150 ARTISTAS EM SALVATERRA DO EXTREMO

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Escrito por em 2017-06-01 15:10:31

IDANHA-A-NOVA: ECOFESTIVAL JUNTA 150 ARTISTAS EM SALVATERRA DO EXTREMO

O Ecofestival Salva a Terra que decorre de 22 a 25 de junho em Salvaterra do Extremo no concelho de Idanha-a-Nova, conta com a participação de 150 artistas. As receitas do festival revertem a 100% para o Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Castelo Branco (CERAS). O evento bienal que vai na quarta edição é organizado pela associação ambientalista Quercus, União de freguesias de Monfortinho e Salvaterra do Extremo e pelo município de Idanha-a-Nova. "As receitas obtidas revertem efectivamente a 100% para o CERAS, fazendo do Ecofestival Salva a Terra o seu principal mecenas. Com a edição de 2015, conseguimos angariar fundos para recuperar 400 animais", refere a Quercus em comunicado. O festival é composto por inúmeras actividades que vão desde os concertos, 'workshops', percursos interpretativos, observação de vida selvagem, conferências, cinema documental e animação diversa.

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IDANHA-A-NOVA: GRUPO DE TEATRO APRESENTA PEÇA SOBRE REFUGIADOS E DIREITOS DAS CRIANÇAS

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Escrito por RCM em 2017-05-30 12:15:49

IDANHA-A-NOVA: GRUPO DE TEATRO APRESENTA PEÇA SOBRE REFUGIADOS E DIREITOS DAS CRIANÇAS

O Grupo de Teatro do Agrupamento de Escolas de Idanha-a-Nova (IDEATRO), em parceria com o projecto CLDS 3G-Gente Raiana, promovido pelo Centro de Cultura e Desenvolvimento, leva a cena esta quarta-feira na junta de freguesia da vila uma peça de teatro sobre refugiados e direitos das crianças, Em comunicado, o município de Idanha-a-Nova explica que a peça “Era uma vez… na Vila” foi construída, sob proposta da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Idanha-a-Nova (CPCJ), no âmbito do mês internacional da prevenção dos maus tratos na infância, celebrado anualmente em abril. Após a análise da declaração dos direitos do homem e das crianças, os alunos iniciaram a criação de uma história onde se pudessem encontrar definidos os diferentes direitos e de que forma os mesmos são ou não respeitados na sociedade. A apresentação da peça acontece na quarta-feira, pelas 20:00, no estúdio Teatro Ajidanha, na junta de Freguesia de Idanha-a-Nova.

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FESTIVAL DE ARTE URBANA REGRESSA À COVILHÃ EM JUNHO

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Escrito por RCM/Lusa em 2017-05-25 14:53:25

FESTIVAL DE ARTE URBANA REGRESSA À COVILHÃ EM JUNHO

O WOOL - Covilhã Arte Urbana regressa em junho às ruas daquela cidade, após um ano de paragem imposto pela falta de apoios financeiros, anunciou hoje a organização deste festival, que voltará a contar com artistas internacionais. "Após o interregno de um ano, o centro histórico da cidade será novamente o palco de actuação dos artistas Bosoletti (Argentina), DOA OA (Espanha), Halfstudio e Third (Portugal), que nos brindarão com trabalhos onde as temáticas e inspirações se prenderão com o todo que compõe o território histórico, social, arquitectónico, cultural e/ou natural único desta região, sendo precisamente esta uma das consequências e características de diferenciação este evento", refere a organização em nota de imprensa enviada hoje à agência Lusa. Segundo a informação, esta quarta edição decorrerá entre os dias 03 e 11 de junho e terá uma sessão adicional no dia 17 de junho.

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