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ÁREA ARDIDA NOS INCÊNCIOS FLORESTAIS É A MAIOR DOS ÚLTIMOS 10 ANOS

Escrito por CM/RCM em 2017-10-06 09:19:33

ÁREA ARDIDA NOS INCÊNCIOS FLORESTAIS É A MAIOR DOS ÚLTIMOS 10 ANOS

Os incêndios florestais queimaram este ano mais de 215 mil hectares, o valor mais elevado dos últimos 10 anos, segundo o mais recente relatório do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), esta sexta-feira divulgado.

De acordo com o documento, que analisa o período compreendido entre 1 de janeiro e 30 de setembro, a área ardida este ano representa mais do dobro da média anual para o mesmo período. "O ano de 2017 apresenta, até ao dia 30 de setembro, o 5.º valor mais baixo em número de ocorrências e o valor mais elevado de área ardida desde 2007", refere o ICNF. Os dados do Sistema Europeu de Informação sobre Fogos Florestais indicavam em setembro uma área ardida para Portugal que ultrapassava os 230 mil hectares, mas o relatório do ICNF, citando igualmente o Sistema de Informação Europeu, conjugado com informação cartográfica obtida por satélites com melhor resolução, ajusta o número para 215.988 hectares.

Segundo o relatório do ICNF, até 30 de setembro houve um total de 14.097 ocorrências, de que resultaram 117.302 hectares ardidos de povoamento e 98.686 de mato. Comparando os valores do ano de 2017 com o histórico dos 10 anos anteriores, registaram-se menos 10% de ocorrências e mais 174% de área ardida relativamente à média anual do mesmo período, de acordo com o ICNF. Até 30 de setembro de 2017, foram registados 1.178 reacendimentos, menos 17% do que a média anual do período 2007-2016.

O distrito mais afectado, no que respeita à área ardida, é Castelo Branco, com 38.962 hectares, cerca de 18% da área total ardida até à data, seguido de Santarém, com 34.705 hectares (16% do total), e Coimbra, com 25.526 hectares (12% do total). O incêndio que provocou maior área ardida no distrito de Castelo Branco teve a sua origem na freguesia de Várzea dos Cavaleiros, concelho da Sertã, no dia 23 de julho, e consumiu 29.758 hectares de espaços florestais (76% do total ardido no distrito).

Da análise por distrito, o relatório do ICNF destaca com maior número de ocorrências, e por ordem decrescente, os distritos do Porto (3.462), Braga (1.468) e Viseu (1.353). No entanto, em qualquer um dos casos, as ocorrências são maioritariamente fogachos, ou seja, ocorrências de reduzida dimensão e que não ultrapassam um hectare de área ardida.

Face às condições meteorológicas adversas favoráveis à propagação de incêndios florestais, a Autoridade Nacional da Protecção Civil decretou, até à data, 85 dias de alerta especial de nível amarelo ou superior do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF), 19 dos quais já no mês de setembro.

O número de ocorrências registado mensalmente mostra que apenas os meses de janeiro, abril e junho de 2017 ficaram acima das respectivas médias mensais do decénio 2007-2016.

No mês de setembro há registo de 1.931 ocorrências (58% da respectiva média mensal) responsáveis por 12.274 hectares ardidos em espaços florestais, cerca de 83% da média desse mês. O mês de agosto lidera com a maior área ardida em Portugal continental (72.184 hectares), que representa cerca de 33% da área ardida total até à data.

No final de setembro, o Governo prolongou até 15 de outubro o período crítico do Sistema de Defesa da Floresta, que prevê a proibição de lançar foguetes e fazer queimadas e fogueiras nos espaços florestais, por causa das condições meteorológicas.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o mês de setembro em Portugal continental foi o mais quente dos últimos 87 anos. 

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CTT LANÇAM SELOS DE IDANHA-A-NOVA E ÓBIDOS CIDADES CRIATIVAS DA UNESCO

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Escrito por RCM em 2017-10-20 09:28:41

CTT LANÇAM SELOS DE IDANHA-A-NOVA E ÓBIDOS CIDADES CRIATIVAS DA UNESCO

Os CTT homenageiam Idanha-a-Nova e Óbidos numa emissão filatélica que foi lançada ontem dia 19 de Outubro, a propósito da rede de Cidades Criativas da UNESCO. Ambas as localidades receberam este reconhecimento, em virtude da promoção de iniciativas de carácter musical e literário, respectivamente, que protagonizam. Ambas têm em comum uma enorme história e tradição mas também o facto de terem sabido reinventar-se ao longo do tempo.   Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, foi reconhecida pela UNESCO por apostar em novas infra-estruturas e promover activamente a investigação das suas tradições. Esta localidade promove ao longo do ano uma grande quantidade de eventos musicais.   Óbidos, no distrito de Leiria, está assente nos fortes alicerces do seu castelo, da sua muralha e da sua história e é considerada pela UNESCO uma cidade criativa para a Literatura. Vários projectos antecederam este reconhecimento, caso da transformação de uma igreja em livraria ou de um mercado onde livros ocuparam as paredes e as bancas das frutas e dos legumes.   Estas classificações da UNESCO são um reconhecimento e um estímulo que pretendem reforçar a estratégia de desenvolvimento destas áreas, estimular a criação de riqueza e emprego e contribuir para a fixação e captação de pessoas nestas localidades.   Com esta emissão, os CTT prosseguem os objectivos de divulgação da riqueza da herança cultural, social e arquitectónica portuguesa, fixando-a em selos.   Esta emissão é composta por dois selos, ambos com o valor facial de 0,85€ e uma tiragem de 105 000 exemplares cada. O design esteve a cargo de Vasco Martins.  

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ANTIGO COMANDANTE DA PROTECÇÃO CIVIL DESVIOU MEIOS DO INCÊNDIO DE MAÇÃO

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Escrito por TSF/RCM em 2017-10-20 09:11:38

ANTIGO COMANDANTE DA PROTECÇÃO CIVIL DESVIOU MEIOS DO INCÊNDIO DE MAÇÃO

O antigo Comandante Operacional Nacional da Protecção Civil, Rui Esteves, desviou meios do grande incêndio que, em julho, devastou o concelho de Mação, contrariando o comandante distrital que alertava para a gravidade das chamas. A suspeita sempre existiu e foi levantada na altura pelo presidente da autarquia que agora recebeu a "fita do tempo" deste fogo, encaminhada pelo Ministério da Administração Interna. O documento, a que a TSF teve acesso, é claro ao dizer que o Grupo de Reforço para Incêndios Florestais vindo de Aveiro foi retirado do teatro de operações por ordem do Comandante Operacional Nacional (CONAC) da Autoridade Nacional de Protecção Civil, à época Rui Esteves, que entretanto se demitiu após o caso da licenciatura com equivalências. A retirada de meios aconteceu numa altura em que as chamas já lavravam há cerca de 20 horas e ao início de um dia que a seguir foi "devastador" para o concelho de Mação.

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INCÊNDIOS: GRUPO DE CIDADÃOS CONVOCA MANIFESTAÇÃO PACÍFICA EM CASTELO BRANCO

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Escrito por RCM em 2017-10-18 11:29:27

INCÊNDIOS: GRUPO DE CIDADÃOS CONVOCA MANIFESTAÇÃO PACÍFICA EM CASTELO BRANCO

Os incêndios que têm acontecido este ano estão a causar revolta entre a população. Por essa razão, estão marcadas, através da rede social Facebook, várias manifestações para os próximos dias um pouco por todo o país. Os portugueses exigem a melhoria do sistema, para que as tragédias deste ano não se voltem a repetir. Em Castelo Branco um grupo de cidadãos do distrito marcou para o próximo sábado, dia 21, pelas 16 horas, no Campo Mártires da Pátria, uma manifestação pacífica contra a "incompetência e irresponsabilidade com que tem sido tratado pelo Governo Português o flagelo dos incêndios em Portugal". O grupo criado no Facebook pretende deixar claro que não aceita lições de resiliência de gabinete e acrescenta que “os beirões têm uma resistência à adversidade que muitos desconhecem nos salões da capital. Perdemos grande parte da nossa floresta, da floresta que enchia os pulmões do presente e do futuro, que sustentava as nossas gentes. A nossa paisagem é cinza e desolação. Não hesitaremos em construir e plantar de novo, mas o mínimo que nos podem oferecer é a garantia de que a nossa tenacidade será acompanhada por equivalente empenho e honestidade dos poderes públicos na prevenção e no combate aos incêndios."  

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17 DE OUTUBRO – DIA INTERNACIONAL PARA A ERRADICAÇÃO DA POBREZA

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Escrito por RCM em 2017-10-16 17:37:20

17 DE OUTUBRO – DIA INTERNACIONAL PARA A ERRADICAÇÃO DA POBREZA

É uma obrigação legal na União Europeia e é um compromisso dos estados-membros. Em 2008, a Assembleia da República Portuguesa considerou que a pobreza “conduz à violação dos Direitos Humanos”. Mas, desde então, pouco ou nada mudou. Um combate sempre adiado. Mais de 25% das pessoas que vivem em Portugal estão em risco de pobreza. Os dados são do Instituto Nacional de Estatística (INE) e referem-se a 2016. Esta percentagem tem o rosto de 2 595 000 pessoas. E do total, o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento do INE revela que “18,8 por cento (cerca de 487 mil) eram menores de 18 anos e 18 por cento (cerca de 468 mil) eram pessoas com 65 ou mais anos”. As crianças e os idosos são os mais afectados. Um dos principais problemas neste ano foi o aumento das despesas em habitação, que afectou quase 30% dos mais pobres. Quase dez anos depois, Pedro Vaz Patto, o actual Presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz, diz que “essa resolução caiu no esquecimento. A resolução do Parlamento recomendava a definição do limiar de pobreza em função do rendimento nacional e dos padrões de vida correntes e a avaliação periódica das políticas de erradicação da pobreza tendo por base a definição desse limiar”.      

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REI VAMBA E CASQUEIRO JUNTOS EM IDANHA-A-VELHA

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Escrito por em 2017-10-14 10:07:09

REI VAMBA E CASQUEIRO JUNTOS EM IDANHA-A-VELHA

O pão casqueiro, famoso produto da região, é a estrela da festa que tem lugar este fim de semana em Idanha-a-Velha. Terá sido na antiga Egitânia, algures no séc. VII, que nasceu Vamba, rei dos visigodos. O lendário Rei Vamba e o Casqueiro, ícone da gastronomia regional, protagonizam mais um momento do ciclo de eventos oficiais das Aldeias Históricas de Portugal, sobre o tema “Nas Terras do Rei Vamba… Há Casqueiro!”. A iniciativa surge no âmbito do ciclo de eventos promovida pela Aldeias Históricas de Portugal, que tem como intuito identificar uma personagem, uma lenda ou um facto histórico, ligado a cada uma das aldeias, e a partir daí, é construído um programa com a duração, de pelo menos 2 dias. O fim de semana leva às ruas da aldeia uma festa que consagra o produto mais emblemático da zona, o pão casqueiro, entre animações de rua, música, worskhops e bancas de artesanato. A festa que tem como palco as ruínas de uma antiga cidade romana está integrada no 12 Em Rede – Aldeias em Festa, o ciclo de eventos que anima as Aldeias Históricas de Portugal.

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